sábado, 4 de março de 2017

Saudosismo, Latex e Vida Geek (o blog)

Quando eu quase participei do Vida Geek

Se você estuda latex a mais de 5 anos, usa linux ou estudou algo sobre html há pelo menos 5 anos, deve ter lido, ou conhecido o blog vidageek.
O vida geek foi uma importante fonte de informação e pesquisa para muitos, eu incluso.


Seus autores eram acessíveis e prestativos. E pelo fato de serem um time consideravelmente grande, o tempo de resposta era bem curto. Infelizmente a ultima postagem no blog data de 10 de fevereiro de 2015. Não encontrei nada, nem no blog, nem na web, que descrevesse o que aconteceu. Aparentemente o blog ficou inativo, e só.


Em seu tempo de vida eu questionei um dos autores na época, Luiz, sobre Latex, e algumas de minhas respostas renderam postagens bem legais no blog.


Como estou saudosista hoje, resolvi pesquisar sobre minhas participações em blog e fóruns web a fora, e encontrei minhas duas participações no vida geek:

Sobre o path os arquivos latex

Tabelas assimétricas


E é isso, só uma nota de tempos nérdicos passados.

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domingo, 29 de março de 2015

Por que gostamos de alguém?

Uma pequena aventura pessoal

Aventuras pessoais podem ser tolas aos olhos dos outros, mas só quem as viveu sabe seu significado. Só quem esteve lá sabe dizer por que foi especial.

Eu vivi em 2014 uma destas aventuras pessoais, cheias de significados íntimos e desafios pessoais. Pensando nela, escrevi um texto, que talvez não tenha ficado bom, perdi-me na profusão e confusão de lembranças e atalhos da mente. mas de qualquer forma, é algo que quero compartilhar.

Quero compartilhar minha pequena aventura...

Por Tarja

Vou adentrar nos labirintos de minha mente, ainda que temendo me perder por lá, buscando respostas para algumas questões que há algum tempo me assombram.

Por que gostamos de alguém?

Porque nos faz bem, nos faz rir, nos faz sentir melhor. Seriam as respostas mais obvias.

Mas e quando esse alguém sequer sabe que existimos, e a despeito de todas as fantasias e sonhos, nunca saberá?
E se souber, não passará disso, um simples e distante 'ele sabe que eu existo'.

Por que gostamos de um artista em especial?
Quanto tempo, dinheiro e esforço você emprega com quem você gosta? E mais importante, o que espera em troca?

Essas perguntas são meu norte nessa minha pequena viagem. Vou mergulhar na minha mente, vasculhar na confusão de lembranças boas e ruins, em busca das cores que devem haver na escuridão.

Quando numa noite comum, num dia qualquer em outubro de 2013, eu estava no Facebook lutando contra o tédio e ouvindo musicas aleatoriamente. Um acontecimento ínfimo marcaria o inicio de uma longa profusão sentimentos, ações e decisões, uma 'viagem de férias'.
Uma simples postagem no perfil oficial da soprano finlandesa Tarja Turunen, anunciando locais e datas para três shows dela no Brasil.

Ela vem ao Brasil! Minha cantora favorita vai voltar e desta vez eu vou! Ecoou em minha mente. Nunca havia assistido um show ao vivo, pois moro no interior do Brasil e para assistir uma apresentação ao vivo tenho que literalmente cruzar o país. Até então, nenhum artista havia me motivado à tanto.

Nenhuma atitude foi tomada de imediato, talvez por causa do tédio ou da 'distancia', eu tenha suprimido a ideia assim que ela terminou de ecoar. Mas as boas ideias são imortais, e essa permaneceu em algum ponto de minha mente, movendo-se de tempos em tempos, sussurrando a lembrança de que 'Tarja esta vindo...'

Fazer um viagem tão longa, até Belo Horizonte, uma cidade que nunca estive antes, viajar sozinho e sem conhecer ninguém de lá, voar de novo depois de 10 anos... Todos pequenos desafios pessoais, que somados se tornam um ótimo motivo para deixar a ideia morrer.

Fui ao site de venda dos ingressos, vi os preços. Caros, sem duvida, mas nada 'impossível', já que havia tempo para se programar para os gastos da viagem.

Tempo, distancia, dinheiro, medo...

Mas boas ideias se recusam a morrer, se você precisa fazer algo, se uma ideia deve se tornar realidade, ela vai persegui-lo, cansá-lo e vencê-lo.
Por fim comprei o ingresso para o camarote, pois ainda receoso pelo 'medo do desconhecido', achei desconfortável a ideia de ir para a pista. Cerca de vinte dias depois chegava, via correios, meu ingresso. Tê-lo em minhas mãos foi, estranho, pois senti alegria por fazer algo que realmente queria fazer, mas assustado por o estar fazendo.

Novamente no Facebook, em comunidades criadas por fãs, conheci a outros de Tarja Turunen, alguns que iriam ao show de BH, que em suas pequenas aventuras particulares compartilhavam de minha tensão e 'medo'.

Há uma nota em particular que vale contar, o show dela em BH ocorreu em 11 de setembro de 2014 e no acumulado de detalhes ínfimos, me veio a mente que eu estaria voando, indo para um aeroporto internacional, em 11 de setembro. Quando se esta tenso, mesmo o menor elemento é relevante para sustentar a apreensão.

Conversar com eles pelo Facebook, e posteriormente pelo Whatsapp, num canal especifico sobre o show em BH, me ajudou a alcançar a calma, sentir que seria possível e talvez nada traumático essa pequena aventura pessoal.
Por esses meios conheci a tantos que fica difícil nomeá-los. Não interagi com todos como gostaria, mas com os que consegui, foi intenso e muito engrandecedor. Devo muito a eles, por sua amizade e paciência, por suas historias compartilhadas e 'presença' permanente.

Jonatas, da Bahia em sua própria pequena aventura rumo BH, indo ao show e indo entregar uma boneca 'barbie Tarja Turunen nemo'. Por essa boneca acabei por fazer algo que nunca havia feito, escrevi para o perfil oficial de Tarja no Facebook, contando sobre a boneca e sobre o desejo de Jonatas de apenas entregá-la nas mãos dela. Segundo ele, ou entrego em mãos, ou a atiro no palco (temíamos que com a mira do Jonatas, ele acabasse por atingir a cabeça dela...). Acompanhei todos os dias de esforço de meu novo amigo em preparar a boneca, fazer o vestido e todos os detalhes, e se ela, ou mais provável alguém da equipe dela, chegou a ler minha mensagem é irrelevante agora.
No dia do show, Jonatas conseguiu ficar na grade realizar seu feito. Um momento de indescritível beleza, quando num movimento simples e singelo Tarja, de cima do palco, se curva e estendendo a mão pega a boneca das mãos de Jonatas, enquanto todos que conheciam a historia por trás deste momento gritavam esfuziantes.
Por que há beleza esse momento? Por que algo tão simples se torna tão importante?
Porque a beleza não está nos grandes atos, está nos sinceros. Ela poderia ter ignorado a boneca descabelada e suja, tal como ficou depois que todos que a viam quererem pegar e 'brincar' com ela. Mas ela estendeu a mão, e por um breve momento Jonatas e ela seguraram no mesmo objeto. Há beleza, porque para alguns, vencer o desafio significa chegar chegar no cume da montanha, olhar o mundo de cima e dizer 'estou no topo', para outros é o simples momento de olhar nos olhos e dizer 'fiz para você'.

Erik e Hud, administradores do canal do Whatsapp sobre o show. Lindos e lideres do grupo. Há algo neles que inspira tranquilidade aos demais. Foi fácil ficar perto deles, foi aconchegante e reconfortante.

Tayna, a menina extrovertida e expansiva que cativou a todos com seu carisma, sua simpatia e seu decote... digo, sorriso.

Marcela Lasmar, nossa parceira de camarote, ostentadora de uma foto com Tarja.

Jeff, com seu sorriso fácil e cativante, empolgado e afetuoso. Sua companhia, embora tenha sido curta, foi marcante.

Guilherme Magalhães, meu primeiro contato verdadeiramente Tarjista. Erudito por natureza.

Tantos outros de me cativaram e deixaram-se cativar por mim. Alguns eufóricos por ir, outros melancólicos por não poder ir.

Helena, do Piauí, não pode ir, mas pediu para festejarmos por ela. E o fizemos.

Assim, os dias de conversas se alongaram, os contatos do Facebook se formaram e semanas antes do shows chego a sentir-me arrependido de comprar o ingresso do camarote. A pista agora, se projetava como algo muito mais interessante.

Mas voltando um pouquinho no tempo, há algo que esqueci, concentrado que estou em meus amigos de BH, me esqueci que, também fui ao show dela no Rio de Janeiro...

Já era Maio de 2014 quando, conversando com minha amiga Paloma, que mora no Rio de Janeiro, lhe contei de meu 'impulso' incomum em fazer tal viagem e ela me convidou para ficar na casa dela alguns dias. Eu estaria tão perto, nada mais justo que eu e minha 'menina perdida' finalmente nos conhecermos.

Assim por volta de Abril, estava tudo definido, pegaria um ônibus no dia 10 de setembro até Goiânia, estado de Goiás, chegando lá as 5 da manhã, de lá um voo até Congonhas, Estado de Minas Gerais, chegando as 4 da tarde, um ônibus até Belo Horizonte, e iria a pé até o hotel chegando lá às 5 da tarde; banho, roupa e táxi até o Music Hall por volta das 6 da tarde. No dia seguinte ônibus até Congonhas, voo até o rio chegando por volta das 9 da manhã no rio, vou para casa da minha amiga e fico lá até domingo, para o show da Tarja no Circo voador. Esse era o plano, definido e visualizado com messes de antecedência.

Mais que enfrentar o 'monstro', o que assusta é não conhecer seu tamanho. Mas agora meu monstro fora medido, tinha tamanho, cor e cheiro, era vencível, domável. Não assustava mais.

Dez de setembro, nove e meia da noite, embarco no primeiro ônibus rumo Goiânia, no 'coulours in the road' eu era mais um grão de tinta na estrada. O preto e vermelho de minhas roupas, o negro do esmalte nas minhas unhas, o verde dos meus olhos, indo encontrar o verde dos olhos dela.

Meu cronograma de horários era tão apertado que não havia margens de erro, se tudo saísse no horário, eu chagaria no Music Hall as 6:30 para os portões abrirem as 7:30. Não havia tempo para atrasos. E não foi preciso. Às 6:30 lá estava eu, às portas do Music hall, abraçando meus novos amigos, conhecendo-os no real sentido de conhecer alguém, olhando-os nos olhos, sentido seu calor, vendo seu sorriso.

Lá conheci Grace Kholman, uma 'Dragon' (Fã do Within Temptation) e entusiasta da Tarja. Embora já a 'conhecesse' do Facebook, foi ali também que nos conhecemos de verdade. O que conhecia dela é o que compartilhamos no Facebook, seu apreço por series de TV, seu serviço 'escravo voluntário' para a banda Within Temptation...

Na longa espera, acabei por conhecer uma das meninas mais introspectivas, reclusa em si mesma, (mesmo na 'multidão' que a cercava) Myla Eslaine. Lider do fã clube da Tarja, motivada para o show, pouco atenta para os que estavam em sua volta.

Pude na fila passar um pouco de tempo com Thais Teixeira, encantadora menina, um sonho de mulher, com seu estilo gótica comportada, sempre transitando entre o sóbrio e espontâneo, na medida certa. Olhos atentos e sorriso livre, fácil e encantador.

Por um motivo ou outro, acabei por me afastar delas, ficando bem próximo de Tayna. Quem me ajudou, mesmo tendo chegado meia hora antes dos portões abrirem, ser um dos primeiros a entrar, e depois de então, mantivemo-nos sempre perto. Corremos, bebemos, demos uma entrevista (sim até isso aconteceu!) ficamos lado a lado todo o show. No camarote ficamos tão 'em cima', que víamos o palco por trás da linha branca, Tarja para nos ver tinha que quase voltar-se para a banda.
Por que ela iria querer nos ver? Digamos que tinha o fator Tayna...

Terminamos a noite roucos, eu de gritar e 'cantar' (na verdade o que faço é algo bem próximo do canto, mas não se pode dizer de todo que é canto...) ela, de berrar interruptamente coisas como 'Tarja olha pra cá' e claro, o já mitológico: “kiss camarote”.

Foi uma noite forte, intensa. Depois do show, depois da 'foto oficial' dos 'Tarjetes de BH', acabei por ter mais um momento com Thais, na praça em frente ao Music Hall, esperamos o taxi. Vimos a van levar a banda embora. E ficamos por lá, conversando, descobrindo um ao outro. Dividimos o taxi, até meu hotel, de onde ela seguiu para a casa dela, e foi fui dormir, para continuar minha jornada, agora rumo ao rio de janeiro.

Aqui cabe uma nota de Grace Kholman, ainda no foco de minha história.
Grace teve sua própria aventura pessoal, indo messes depois do show da Tarja, a um show do Within Temptation em Nova York. Eufórica, ela postou no FaceBook que havia conseguido abraçar a Sharon den Adel. Um mês depois, aqui no Brasil, ela espera a banda desembarcar no aeroporto, consegue mais que um rápido abraço. Autógrafos, fotos, todos os 'troféus' de fã.
Vendo-a nas fotos com Sharon, atinei-me ao fato de que nem ao menos tentei tal feito, quando estive em BH para o show da Tarja.
Mas repensando tudo, não havia tempo hábil. Reconheço que isso é um subterfúgio comum ao 'derrotado', tirar de si a culpa e por na escassez de tempo é lugar comum de quem falhou.
Mas neste caso vou insistir nele, por que para ter esse nível de 'tietagem' eu teria que chegar antes, ficar mais tempo em BH. Cheguei em BH algumas horas antes do show, e fui embora as sete da manhã do dia seguinte ao show. Eu estava concentrado em minha outra pequena missão: encontrar minha menina perdida.

Mas...

...há coisas que não devem acontecer.

Mais uma vez a menina escapou-me por entre os dedos, ficou longe dos olhos e de meu alcance.
Ao acordar no hotel, na manhã do dia 12 de setembro, vejo em meu celular duas ligações não atendidas, duas ligações de Paloma.
A sogra dela havia falecido na noite do show, creio eu que dentro do intervalo de tempo do show. Assim ela e o marido inglês, estavam indo imediatamente para Londres, velar e se despedir dela.

Durante 12 anos houve 1200 quilômetros entre eu e minha menina perdida. Quando meu avião aterrissa no Rio de Janeiro, o dela esta cruzando o Atlântico. Sempre houve um país entre nós, agora havia um oceano.

Meu plano de aproveitar o Rio até bem depois do show não existia mais. Meu monstro agora cresceu, e não podia mais medi-lo. Minha segurança era meu plano, meu cronograma. Sentia me inseguro e sozinho em uma cidade estranha e violenta.
Minha motivação e animo em ver o show estavam menores. A dor de minha amiga, sua perda, nosso desencontro, tudo doía.
Do momento mais alegre em muito tempo, eu mergulhei no mais melancólico em muitos anos. Senti medo, mas ainda assim, senti que queria enfrenta-lo. Sentia-me triste, mas sabia que iria passar.

Do show do dia 14 de setembro, no circo voador, tenho pouco que falar. Na fila eu estava 'sozinho'. Não havia rostos conhecidos. Grace estava lá, em algum lugar na fila, distante demais de meus olhos. Minha mente também estava em outro lugar. Estava com minha amiga, em seu luto e dor. Distantes no espaço, mas próximos em sentimentos.

O show em si, foi um momento de alivio. Cantar, gritar! Me ajudaram muito. Sentia-me melhor depois de extravasar um pouco durante aqueles momentos.

Na quarta-feira estava eu embarcando de volta para casa. Dois aviões e um ônibus até chegar em casa.

Na quinta a noite eu estava atravessando os portões de casa, um grãozinho de tinta, um pouco desbotado, cansado. Num misto de felicidade e tristeza, de força e fraqueza, vitoria e fracasso, tudo bem equilibrado, na media da vida, porque nada é perfeito.

Enfim estava em casa, terminando minha pequena aventura pessoal, me perguntando como tive coragem de faze-la. Como alguém que já teve agorafobia enfrentou cidades desconhecidas, bruscas mudanças de planos, pessoas estranhas.

Por que gostamos de alguém? Porque este alguém, as vezes sem saber nem intenção, nos ajuda a quebrar as pequenas barrerias que nos mesmos criamos. Nos motiva a tentar, a despeito das dificuldades, lutar para que sonhos e fantasias se tornem realidades.
Motivei-me por Tarja, mas se o fiz, foi por meus amigos, foi por mim.

Por que gosto dela?

Porque ela, de um modo tortuoso e obviamente não intencional, me ensinou a gostar mais de mim.

Cácio José Gazola



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quarta-feira, 28 de maio de 2014

NightWish 20 anos... O tempo passa rapido demais

Quando o vento sopra forte

Em 2016 a banda finlandesa NightWish vai completar 20 anos. Foi proposto aos fãs brasileiros, organizados pelo clube 'Nightwish the begins a new era', que se fizessem crônicas, contando como conheceram ou como a musica dele os marcou. Eu aceitei o desafio e escrevi a minha. Leiam e deem sua opinião. As crônicas serão compiladas em um livro que será dado de presente aos membros da banda. Como ficará, isso o tempo nos dirá. Então... Que o vento sopre.

Quando o vento sopra forte


Por Cácio José Gazola


Continuamente o vento sopra, na maior parte do tempo é apenas uma suave brisa, suficiente apenas para nos levar para frente. Mas em alguns momentos da vida ele sopra forte, nos jogando em turbilhões de acontecimentos. O vento que nos obriga a esquecer quem eramos, para nos permitir entender quem somos, é sobre ele que quero falar. Quero contar as mudanças que nos dão um novo proposito, que nos moldam em novas formas, assim como o vento agride a paisagem, moldando-a em silhuetas novas e mais belas. Uma cronica sobre como a musica, o talento e a historia dos integrantes do nightwish se entrelaçaram em momentos da minha vida. Assim...

...Uma vez, quando eu ainda estava envolto por minha solidão, tendo a tecnologia como minha única companhia, fantasias como refugio, quando a introspecção era meu mundo.

Em um raro momento de retorno, ou quem sabe fuga para o mundo real, graças as minhas paixões pela fantasia e tecnologia, eu encontrei uma problemática menina. Mesmo havendo mais de mil quilômetros entre nós, seu carisma me cativou, sua necessidade em se abrir com alguém tão familiar me soou. Sua personalidade acendeu minha curiosidade, não havia receios para ela me contar cada detalhe de seus problemas, ela confiava em mim. Esses problemas me envolveram e me tiraram da letargia, animaram minha alma em querer ouvi-la e ajudá-la.

Por ela então, conheci um som diferente de tudo que até então eu já ouvira. Era como se eu encontrasse algo que há muito tempo estivesse procurando, mesmo sem estar consciente deste procurar. Conheci a voz, os acordes e notas, o talento do NightWish. E assim, juntos em nossa solidão individual, por incontáveis noites nós conversamos e ouvimos as musicas, faixa após faixa, cd após cd. Juntos, mesmo havendo mais de mil quilômetros entre nós.

A voz era assunto recorrente, os acordes tema sempre presente. Entre os desabafos trágicos de sua vida, desviar para esses assuntos era reconfortante, era revigorante. Mas dois anos depois o vento da mudança soprou forte. A minha menina problemática escapou-me das mãos, tornou-se mais distante do que pude alcançar. O vento forte como soprou, também soprou do outro lado do oceano, a voz não fazia mais parte da banda.

Lá uma nova voz, aqui um imenso silêncio. Um texto amargo fez a voz chorar e silenciar. Os textos doces que eu trocava com minha menina não existiam mais.

Meses se arrastam, conta-se um ano e nada quebra o silêncio. A nova voz, tão diferente, tão mais doce que em nada lembra a voz, também me nega em trazer as lembranças das incontáveis noites com minha menina agora perdida.

Mas o vento sempre sopra. A voz agora andando sozinha, com folego renovado, em seu próprio caminho nos mostra algo tão diferente do que estávamos acostumados, algo tão doce e 'feliz'.

Sem cessar o vento sopra, mas desta vez traz de volta minha menina. Ela esta revoltada consigo mesma, pois ela permitiu perder-se em seus problemas. Houveram overdoses, internações, coma. Mas nada disso é realmente relevante, estamos juntos agora, e ela esta ao alcance de meus olhos e minha mente. As musicas felizes fazem sentido agora. A nova voz, que doce e suavemente nos ensinou a dizer adeus a beleza, tornou-se agradável, palpável, admirável.

Ela está mudada, mas está bem, está andando em seu próprio caminho, conhecendo novos horizontes, novos limites e possibilidades. Está expondo sua arte, vivendo amores e encarando novos medos. Se testando e crescendo.

O vento ainda sopra, sempre sopra. A década quase no fim e ela esta gravida. Uma nova vida, uma nova força, um novo pulsar. Não. Uma criança sem coração, uma vida sem força, uma alma que nunca pulsará. O preço da overdose.

O vento sopra, para lá e para cá, leva e trás de volta. E como as lembranças que repousam em paz, as dores e tristezas se tornam passado. Um que insistentemente nos assombra, mais ainda assim passado. Como as águas que moem os ossos, o tempo tem que moer o passado. Minha menina perdida esta se casando! Ela se encontrou. A gravidez que os afastou, os aproximou com mais força depois. Uma outra gravidez afastou a nova voz da banda, tudo isso para no fim ninguém nascer.

Outra voz agora entoa forte as velhas musicas, uma voz que soa familiar. O vento sopra mais calmo agora. A voz trilha seu caminho. A nova voz achou sua estrada. A mente se lança em sua própria jornada, provando no final das contas, que é possível pertencer a si mesmo e a uma banda ao mesmo tempo. A menina vive sua arte, incrustada na pele, e sua família.

Depois do vento nos testar, moldar em formas novas, que nós esperamos serem mais belas que as antigas, estamos todos bem. Individualmente em nossas solidões, andando coletivamente sozinhos, cada qual em seu próprio caminho, carregando suas dores e rancores, estamos todos bem.

Enquanto o vento soprar por nós.


Deixem suas opiniões. Elas serão muito bem vindas.

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domingo, 22 de dezembro de 2013

Problemas para compilar com libGL.la

libtool resolvendo problemas

Tentando compilar o fonte do geany-plugins (para ter o corretor ortográfico) encontrei problemas com um handler do libGL.la. Para resolver o problema, tive que começar do começo, partindo da seguinte pergunta: O que é o libGL.la?


Os arquivos *.la são pequenos arquivos de texto puro que contém informações uteis para o libtool, como versões de bibliotecas e localização das mesmas.


Meu primeiro problema foi:


libtool: link: cannot find the library `/usr/lib/libGL.la' or unhandled argument `/usr/lib/libGL.la'


Depois de orar para o deus google (ele sabe tudo e esta em todo lugar) descobri uma dica para criar o arquivo manualmente. O que obviamente seria um estresse a mais, já que estava cansado disso. Descobri em um blog em inglês uma boa dica para criar o arquivo 'vazio' (apenas com os itens a serem preenchidos). Pensei com meus botões (o terceiro botão de cima para baixo sempre me dá dica boa, já os outros...) seria mais fácil assim, depois encontro as informações que preciso e completo o arquivo. O comando foi rodado em /usr/lib:


libtool --mode=link gcc -g -O -o libGL.la /usr/lib/libGL.so


Depois de executado, o comando cria, dentro do diretório em que você estiver, um arquivo mais ou menos assim:


# libGL.la - a libtool library file
# Generated by libtool (GNU libtool) 2.4.2
#
# Please DO NOT delete this file!
# It is necessary for linking the library.

# The name that we can dlopen(3).
dlname=''

# Names of this library.
library_names=''

# The name of the static archive.
old_library='libGL.a'

# Linker flags that can not go in dependency_libs.
inherited_linker_flags=''

# Libraries that this one depends upon.
dependency_libs=''

# Names of additional weak libraries provided by this library
weak_library_names=''

# Version information for libGL.
current=
age=
revision=

# Is this an already installed library?
installed=no

# Should we warn about portability when linking against -modules?
shouldnotlink=no

# Files to dlopen/dlpreopen
dlopen=''
dlpreopen=''

# Directory that this library needs to be installed in:
libdir=''


Observe que o arquivo está 'vazio', por isso ao rodar o slackbuild do geany-plugins o erro passou a ser arquivo inválido. O próximo passo seria encontrar os dados sobre o libGL.so para completar o arquivo. O libGL.so fica em /usr/lib. Procurando um jeito de obter essas informações, encontrei uma resposta mais completa sobre o erro aqui. Pelo texto, temos um comando mais completo que não só cria o arquivo vazio, mas o preenche com as informações (ainda estou estudando o manual no libtool para entender em detalhes o que o comando faz), embora a dica seja de 2006, para slackware 10, aqui no meu slackware 14 funcionou direitinho.



O comando deve ser executado dentro do diretório /usr/X11R6/lib, que na verdade é um link para /usr/lib:


libtool --mode=link gcc -g -O -o libGL.la -rpath /usr/X11R6/lib -lm

Depois disso, o slackbuild conseguiu rodar direito e criar o pacote. O mais interessante entre os dois comandos, é que o segundo cria o libGL.la e o preenche com... zeros. Isso mesmo, a maior parte das informações inseridas pelo segundo comando se limitou a "0", mas tudo funciona direitinho, então para que reclamar né?



Por hoje é só pessoal. =]

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domingo, 15 de dezembro de 2013

Slackware 14 Vs Debian 7.1

O que aprendi usando Debian Wheezy

Há alguns messes meu KDE começou a não entrar, o HD apanhava e nada. Tudo muito lento e instável. A principio culpei o Slackware 14, que em comparação ao 13.31 é bem "ruinzinho". Por isso resolvi formatar a partição raiz e dar uma oportunidade ao Debian.

Usei o Debian 7.1 (codinome Wheezy) nos últimos cinco messes, e posso dizer que estou feliz... em voltar para o Slackware 14.


De modo geral, as principais picuinhas do Slackware são, não tem um gerenciador de pacotes similar ao apt-get (do Debian) e também demorar messes para surgir versões .txz dos programas, o que obriga instalar tudo no braço.


O que aprendi com o uso do Debian é que instalar no braço é muito melhor, tudo roda melhor, as versões são atualizadíssimas (afinal você baixou o código fonte mais recente, antes mesmo dele virar pacote da sua distribuição). A não subordinação ao repositório da distribuição se mostrou incrivelmente satisfatório para mim.
A maior vantagem do Debian é ter um grande repositório de programas (pelo menos essa era a propaganda que eu ouvia dele), mas achei o Debian com repositório oficial fraquinho onde há uma incessante necessidade de incluir repositórios backdoor para conseguir atualizar o hplip, o icewise (versão firefox usada pelo Debian) etc.


Sobre o Slapt-get (a versão slackware do apt-get) ele consegue resolver os problemas mais fundamentais de dependências de pacotes, mas não é um apt-get. Muitas vezes é preciso resolver questões de dependências na unha (o que pode ser imensamente chato para uma dependência obscura) mas depois do trabalho duro, tudo fluí muito melhor.


O Slackware também se mostrou melhor, pelo menos para mim, na questão uso do HD (no frigir dos ovos o problema era na configuração do KDE e meu HD que pediu aposentadoria em função da idade). O debian e seus derivados tem um tal de trackerqualquercoisa que são três programas que leem todo ao conteúdo do hd sempre que o sistema inicializa. Esses programas tomam toda a carga da CPU enquanto fazem sua tarefa, o que deixa tudo lento por alguns bons minutos, além de usarem o HD por todo o tempo. o Slackware não tem disso, e para mim se mostra vantajoso, mesmo com o KDE, que só requer que se desative o Nepomuk/Strigi.


Obvio que o Debian tem seus méritos, e são muitos, mas para mim que aprendi a usar o Slackware e me sinto confortável com sua atitude espartana, o debian foi um tanto decepcionante.


Até a próxima


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domingo, 16 de junho de 2013

Juk, Amarok e outros que não tocam mp3 no Slackware 14

Resolvendo problemas com plugins

Passei para o slackware 14 a alguns meses e estava lutando para fazer o Juk e o amarok tocarem mp3. Os Mplayer, kplayer e Xine rodando tudo numa boa, plugins do Mplayer todos instalados e atualizados. Mas Juk e Amarok só tocando ogg.


Depois de muito pesquisar e lutar, encontrei um repositório para o slapt-get que funciona, pois o http://darkstar.ist.utl.pt/slackware/addon/slacky/slackware-14.0/ não está validando a chave de checksum a meses. Usei a alternativa http://slack.isper.sk/pub/slackware-14.0/. Basta adiciona-lo no /etc/slapt-get/slapt-getrc:


SOURCE=http://slack.isper.sk/pub/slackware-14.0/


Com um repositório melhor na mão, só bastava saber o que está faltando para que o juk toque mp3. Verifiquei o GSTreamer e está atualizado.


Mas, e aqui vem o detalhe da questão, o gstreamer teve que se desmembrar pois alguns plugins dele são código proprietário, assim para tudo funcionar é preciso bem mais do que apenas o pacote gstreamer instalado. Embora eu tenha pesquisado um lista enorme de pacotes (geralmente começando com gst-), para mim só foi necessário instalar um:


#slapt-get -i gst-plugins-ugly


Isso foi tudo que precisei. Uma lista mais extensa dos repositórios disponíveis para o slapt-get pode ser encontrada em: http://repository.slacky.eu/slapt-get.txt

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domingo, 21 de abril de 2013

BibTex - O que ninguém conseguiu me dizer.

Por que o bibtex não funciona na classe document.

Há alguns dias, revisando as postagens antigas no blog (infelizmente ando meio sem tempo para atualizá-lo com mais frequência) de deparei com um comentário sobre o bibtex. Um leitor do blog me dizia que ainda não conseguia fazer funcionar...


Eu sempre usei o bibtex em conjunto com o pacote ABNTEX, e nunca havia reparado que sem ele o bibtex acusa um erro: falta um arquivo de estilo .bst. A classe abntex tem seu próprio abntex.bst e por isso funciona. Mas compilando um arquivo na classe book é preciso indicar que arquivo de estilo o bibtex deve usar.


Isso deve ser feito com a seguinte comando:


bibliographystyle{}


Que deve estar antes do bibliography. A questão passa a ser quais são os arquivos de estilo disponíveis? onde eles estão?


A segunda questão foi respondida com uma rápida olhada na partição raiz. Em /usr/share/texmf/bibtex encontrei um subdiretório bst. Nele doze subdiretórios com arquivos de estilo .bst. O que por fim, respondeu a primeira pergunta.


Testando alguns deles, descobri que os estilos do subdiretório base são acessíveis diretamente. Mas alguns estilos dos outros subdiretórios requerem a inclusão de pacotes específicos, como por exemplo os estilos do subdiretório natbib requem a inclusão do pacote natbib, com o comando obvio usepackage{natbib}. O estilo padrão do latex é o plain que está no subdiretório base. O arquivo deve ser referido no comando sem a extensão.


Parece simples, e realmente é. Apenas com a inclusão do estilo o bibtex funcionou com todas as classes Latex que suportam referências bibliográficas. Mas o mais estranho, é o fato de que eu não achei nada, em lugar algum, que me dissesse isso. Uma informação ao mesmo tempo tão importante e tão trivial, que não aparece nem na 'Não tão pequena introdução ao LaTeX'.


Nerdices a mil. Até a proxima.

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sábado, 20 de abril de 2013

ePub

Vindo do LaTeX para o ePub

Quando se fala em divulgação de documentos pela web, pensamos logo em PDF. É portátil, não permite alteração do texto e relativamente seguro. Mas quando falamos de ler um arquivo numa tela de 6 ou 7 polegadas, os PDF's começam a mostrar suas fraquezas.
Mas como tudo tem solução, para os e-reader da vida, temos o formato aberto ePub. Dinâmico e leve, é ideal para dispositivos moveis de tela pequena.

Pensando nisso, comecei a procurar um meio de converter meus pdf's em ePub's. Para minha surpresa não existe um comando LaTeX que converta diretamente o código LaTeX para ePub. Num primeiro momento, pensei "como não tem?, se existe o pdflatex para criar pdf's a partir do latex... poxa pdf é formato proprietário.


Mas com um pouco de pesquisa descobri os 'segredos' do ePub. Para quem quiser conhecê-los um pouco, eu preparei um pequeno guia para conversão de latex para epub. E de quebra conheci um ótimo programa para editar os metadados de PDF's, ePub e afins.


Clique ali(para sair um pouco do tal de 'clique aqui') para baixar a versão PDf do tutorial :epub.pdf

E claro a versão epub do mesmo tutorial: epub.epub


Se você quer um livro para ler no PC, recomendo a versão PDF, mas se você quer para um tablet ou e-reader, a versão ePub é muito melhor.


Nerdices a mil.

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

PGF/Tikz

Turbinando os desenhos em LaTeX

Muita gente que precisou criar uma ilustração em LaTeX e tentou usar o ambiente 'picture', deve ter tido o mesmo sentimento de frustração que eu. O ambiente 'picture, nativo de LaTeX é bom, mas deixa muito a desejar, em especial se você precisar 'colorir' pequenas áreas, ou criar uma forma geométrica mais livre.

Para isso foi criado o PGF/Tikz, um pacote incrível, que permite desenhar qualquer coisa, quase a 'mão livre.'

O pacote disponibiliza o ambiente 'tikzpicture', que tem uma lógica muito simples:

  1. Um comando que define desenho (\draw), area (\path) ou elemento (\node).
  2. Uma coordenada do tipo (x,y) do plano cartesiano, que indica onde o objeto começa.
  3. tipo do objeto, como linha (--), circulo (circle), retângulo (rectangle) etc.
  4. Uma coordenado do tipo (x,y) do plano cartesiano, que indica o fim do objeto.
Exemplo: \draw (0,0) -- (2,0); O comando acima desenha uma linha de dois centímetros. Já o comando abaixo cria uma curva par cima: \draw (0,0) to [out=0,in=270] (1,1); O interessante o tikz é que você não precisa ficar em apenas dois 'nós', se quiser fazer uma linha angulada para cima basta fazer: \draw (0,0) -- (1,0) -- (2,1); Você pode continuar desenhando, mesclando ângulos de entrada e saída sempre que precisar, por quantos nós precisar. Uma coisa muito interessante do Tikz é a possibilidade de desenhar o gráfico de uma função, entrando apenas os pares ordenados dela, calculados em outro programa (no meu caso eu crio o script em python para calcular os pares ordenados). Veja um exemplo neste arquivo aqui. Neste outro arquivo, uma ilustração de física feita em tikz, veja aqui. Até a próxima.

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sábado, 25 de agosto de 2012

Coordenadas de uma Hiperbole

Calculando com Python

Python é mesmo uma 'calculadora' em forma de linguagem. Não atoa é usada até na ISS (International Spacial Station).

Revisando o plano cartesiano (por que? por que é legal!) enfrentei um exercício que pedia todos os resultados possíveis da equação y=12/x... Então por que não usar python para isso?

O trabalho com python é tão simples que tudo levou menos de 5 minutos. Pela primeira vez (claro que devemos considerar o código ser bem simples) eu codifiquei e rodei sem erros logo de primeira.


Veja o código aqui. Observe que ele pode ser facilmente adaptado para outras equações, já que o calculo acontece com 'x' e 'y' e a lista de resultados é gerada com 'a' e 'b', que convertem x e y (respectivamente) para ponto flutuante com uma casa decimal.


Você pode aumentar as casas decimais, alterando o numero em %.1f para o numero de casas que precisar.


Nerdices a mil, pessoal. Até a próxima.

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sábado, 11 de agosto de 2012

Dois pequenos ASM

Continuar é preciso

Dando seguimento ao 'projeto PN-IBMPC' (nome que dei ao meu plano de 'traduzir' os exercícios do livro 'Linguagem Assembly para IBM PC - Peter Norton' para Assembly NASM/Gcc/Linux) eu consegui, com a ajuda dos membros da osdevbrasil, concluir o programa do capitulo 4 - imprimindo números binários.

De quebra também criei um pequeno código que imprime todo o alfabeto na tela. Este código utiliza os mesmos conhecimentos do código 'imprimindo números binários'.

http://pastebin.com/0AcM3qSv e http://pastebin.com/YzjG31VL. Bons estudo =].

Em breve um manual em Latex/pdf com as lições bem organizadas e estruturadas como no livro.

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sábado, 4 de agosto de 2012

Engenharia de software

Bom material para iniciantes

Achei no apostilando um material muito bom para introduzir o assunto. Estava dividido em 9 partes que eu uni em um unico pdf usando LaTeX.
Pegue a apostila aqui.

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sábado, 28 de julho de 2012

Linguagem NASM e Lista de syscall linux

Como escrever uma linha de código no NASM

Dando seguimento ao meu pequeno plano de adaptar os exercícios do livro "Linguagem assembly para IBM PC" de Peter Norton (publicado na década de 1980) para serem executados no Linux com o NASM, eu traduzi o capitulo 3 do manual do NASM...
Mas também inclui no texto uma breve descrição de como usar as syscall do linux e uma lista, obtida aqui para ajudar a desenvolver programas em assembly NASM para linux. Bons estudos


Obtenha o arquivo aqui. :]

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domingo, 22 de julho de 2012

Man - dica do dia

Uma pequena função não explicada nos manuais

Essa aconteceu comigo agora mesmo. Pesquisando sobre as syscalls do linux, descobri uma entrada no man chamada syscalls (assim mesmo, no plural), que lista as syscalls. Minha busca era pela sys_write, a quarta syscall do linux.

O man exibe um conjunto de paginas 'on-line' dos programas instalados no computador. Sempre que um programa é instalado no linux, uma man page é instalada também. Alguns instalam também entrada para o info, mas isso foge do escopo deste post.

Um detalhe pouco descrito nos tutoriais e manuais do linux que encontramos pela web, é o significado do numero entre os parenteses que toda entrada do man tem, por exemplo write(2). Que nada mais é do que uma indicação da Seção do manual que pertence a pagina em questão.

O man tem no minimo 8 seções, mas cada ditribuição pode personalisar as seções, inclusive adicionando seções:
1 -- User Commands
2 -- System Calls
3 -- C Library Functions
4 -- Devices and Special Files
5 -- File Formats and Conventions
6 -- Games et. Al.
7 -- Miscellanea
8 -- System Administration tools and Deamons

Se entrarmos o comando man write, abriremos a pagina referente ao programa 'write' que permite enviar uma mensagem para outro usuário logado no sistema. Mas se quisermos obter as informações sobre a chamada de sistema write como faremos?

Basta digitar o número da seção antes do nome da pagina, da seguinte forma: man 2 write . Pronto agora abrimos a pagina do write(2), da seção das chamadas do sistema, e não a pagina do write(1), da seção de comandos do usuário. Dica tola, verdade, mas não encontrei nada a respeito disso em nenhum guia da web, só pesquisando no manual do manual :).

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terça-feira, 20 de março de 2012

DSL 210 no Slackware 13

no pinguim, velho problema

Estou usando o sclakware agora, e precisei instalar o meu velho modem DSL210 da dlink nele. O problema é que ele é USB e isso sempre foi encrenca nas outras distros, então...

De cara, lendo por aí notei que os pacotes deb e rpm são os unicos que resolveriam o problema. Usando o mesmo tutorial do ubuntu eu tentei instalar e... Para minha surpresa o slackware 13 reconhece o modem USB sem problema. Sem problema mesmo, não precisei sequer do cxacru-fw.bin (o firmware do chip Conextant), e o pppoe já está instalado.


Está tudo bem então é só criar a interface nas0, mas vamos por partes, para um modem USB funcionar precisamos: 1 - do firmeware do modem (cxacru-fw.bin) do drive rp-pppoe (no caso todo o conjunto de aplicativos pppoe) e de uma interface que redirecione o fluxo da rede da eth0 para a porta USB (a nas0). É aí que complica, pois para isso temos que instalar o br2684ctl que depende do libatm, esses pacotes existem em deb ou rpm. Fui atrás do alien, um script perl que convert os pacotes de um formato para outro, e para minha surpresa, bastou instalar e rodar o pppoe-setup.

Aqui é que fica a pulga. Depois de rodar o pppoe-setup, meu modem conectou (tanto o ADSL quanto no servidor) mas não tinha travego algum... A um grande pequeno detalhe na configuração do pppoe-setup: quando ele peguntar o IP do DNS, escreva 'server' sem as aspas, isso fará o pppoe deixar que o seu servidor ISP indique um IP dinâmico. Parece bobagem mas eu quebrei a cabeça meia tarde para descobrir esse detalhe.


Se quiser, no link abaixo tem os arquivos usados para instalar. Basta seguir o tutorial do ubuntu e instalar os pacotes txz (installpkg nome.txz):

DSL210Tutorial.tar.gz

É isso, fica a dica...

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Curiosidade de papel

Dois Tux de papel: bons porta-lápis

Ok, essa para quem não tem nada melhor para fazer, ou quer relembrar os tempos de criança. Nos links abaixo têm dois modelos de Tux de papel, basta imprimir e colar em algum papelão (tipo caixa de sabão em pó ou sucrilhos)...

Eu montei o quadradinho e ficou muito legal para fazer um porta-lápis, basta recortar a tampa da cabeça fora.

Do outro modelo estou levando uma surra dos braços do tux ( ehehehe) mas está ficando legal também.
Seguem os links (clique nas imagens para baixar) :




É isso, pegue cola, tesoura e divirta-se... =]

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Hackerismo

Verdades, Lendas e Mentiras II

Há algumas questões não abordadas no outro post. Entre elas, o porque eu estou inventindo tanto tempo com esse assunto? Bem na minha opinião, eu estou apenas divulgando minha opnião... Num mundo de desinsformação, qualquer informação séria e bem fundamentada, é bem vinda.

Há também a questão da banalização do hackerismo. Para alguns, incluindo jornalistas sérios, qualquer um que crie um e-mail falso ou um perfil falso numa rede social é considerado hacker.

Para muitos da impressa, qualquer um que rode um keygen para validar uma cópia pirata para Ruindows é visto como hacker.

Mas afinal quem pode ser considerado um hacker?

Na minha modesta opinião, um hacker é todo e qualquer individuo que gosta de perguntar, mas que ama obter respostas. Toda criança, em algum momento da vida se perguntou 'por que a chuva caí?', mas apenas o hacker efetivamente busca um resposta. Ser um hacker não é apenas invadir, mas saber como e porque ela ocorreu. Um hacker é um conhecedor, é alguém que gosta de conhecer.

Respostas. Algo que fascina. Mas obter respostas nem sempre é fácil, e dependendo da informação pode até não ser 'legal' (no sentido de estar dentro da lei).

Lei. Fundamental para o ordem na sociedade, mas não confunda lei com justiça. A lei visa manter a ordem. E para isso algumas vezes pode até cometer injustiças. Mesmo por que, Justiça é um conceito bem subjetivo. O que é juso para você pode não ser para mim, e vice-versa. A Lei,em especial a brasileira, não faz justiça, mesmo por que esse não é o objetivo dela. A lei visa manter a ordem, por isso em muitos casos ela não faz justiça.

Enfim, um hacker é isso, um conhecedor, um rebelde, um filosofo, um especialista, é alguém com um certo conceito de justiça que na maioria das vezes não se enquadra no conceito das classes dominantes. Mas não é exatamente isso que muda o mundo? Uma nova visão do que é certo e justo?

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Linguagem C de luto

Morre Dennis Ritchie, Criador da linguagem C

Não sou de fazer dois posts por dia, mas quando soube da nóticia fiquei comovido. Enfim, a noticia completa está no Hardware.com. Lamento muito esta perda para a ciência, mais uma grande mente que se apaga.

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MikTex

LaTeX - no Windows

Uma das coisas que aprendi rápidamente ao começar a usar o Gnu/Linux é que tudo no windows é um pouco pior. E isso conseguiu atingir o LaTeX também, na forma do editor de LaTeX mais popular para windows, o MikTex.
Verdade seja dita, o MikTeX é um bom projeto, mas se você tiver a aportunidade de usar uma distro Gnu/Linux, use. Qualquer editor linux é melhor que o MikTeX.

O MikTeX tem a função de ser uma IDE de Latex, onde você poderia escrever seu código LaTeX, e transforma-lo em um arquivo PDF. Infelizmente eu encontrei alguns problemas nele. Reconheço que alguns dos problemas possam ser, na verdade, diferenças entre o Geny e o MikTex.


Vamos a um breve comentário sobre o MikTex: Primeiro o projeto se chama MikTeX, mas depois de instalado você deverá abrir um programa chamado TexWorks. A área de trabalho é limpa, agradável e apresenta um botão de atalho para 'compilar' o fonte .tex em .pdf. Aqui aparece o primeiro problema, no botão seleção aparecem uma lista de opções de como compilar o fonte .tex, mas não existe a possibilidade de alterar as opções predifinidas (como acontece no Geny que além do botão de seleção, também apresenta uma linha de comando, permitindo ao usuário criar seu comando específico).


Ao Compilar abre-se um console output similar ao terminal Linux, que descrimina cada ação feita pelo compilado pdftex, e pelos outros aplicativos (bibtex, makeindex). Havendo a necessidade de instalação de alguns pacotes LaTeX especiais para a correta compilação do arquivo, o próprio MikTex (ou o Texworks, isso não ficou claro para mim) acessa o repositório MikTeX e instala o pacote, isso é um ponto positivo do MikTex. Caso exista algum erro no código fonte .tex, a coisa complica um pouco; No Geny temos um terminal real onde podemos entrar comandos do shell linux para corrigir certos erros e acessar os arquivos de listagem; Mas no Miktex temos apenas um pseudo-terminal que apenas 'trava' e em alguns casos não retorna o erro que impediu a compilação do fonte .tex. Após travar no erro, o usuário deverá parar a compliação (sim, embora paralizada o miktex não encerra a compilação, o usuário é quem deve fazê-lo) encontrar o erro, corrigir e compilar novamente, naturalmente...


Enfim o MikTeX é, para os usuários Windows, a melhor solução em LaTeX, é limpo, simples e funcional. Para mim, usuário GNU/Linux existem ferramentas melhores ;)...

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

hackerismo, filosofia.

Verdades, Mentiras e Lendas

Eu pessoalmente acho lamentável como os grandes veículos de informação no Brasil são absolutamente inaptos para tratar do assunto hackerismo. Criando novelas, série e até mesmo materias 'jornalisticas sérias' onde difundem a imagem do hacker marginal super poderoso. Nada mais longe da verdade, por isso gostaria de publicar minha opinião sobre as verdades e mentiras a respeito dos hacker e afins.

Primeiro de tudo, Não pretendo ser o dono da verdade, concorde ou não com o que vou dizer, eu direi de qualquer forma. Agir com hacker não faz de você um marginal (criminoso), agir como marginal faz de você um marginal. Um hacker não é apenas um invassor cruel e desprovido de carater. Talvez você vá se assustar mas, grande parte das soluções em SI são desenvolvidas por hackers. Se você usa o MS-WINDOWS, não tenha duvida que boa parte das 'atualizações de segurança' que você baixa foi desenvolvida por hackers.

Um hacker pode invadir qualquer servidor em questão de segundos? Isso é uma grande e grossa mentira. É até possivel que com alguns minutos de trabalho se invada uma maquina, desde que o hacker já a conheça. Pois se ele nunca pesquisou o sistema de segurança daquela maquina, inavdi-la não será trabalho para menos de duas ou três semanas (dependendo da maquina, claro). Imagine a seguinte cena: você resolve invadir o servidor do FBI. Primeiro de tudo, o FBI não tem apenas uma maquina servindo os recursos para os agentes, então é preciso determinar qual maquina, especificamente será invadida. Depois, qual o sistema operacinal roda nela? (acreditar que os servidores do FBI usam windows, só por que você viu um agente do FBI usando um notebook com windows, é no minimo ignorância). Conhecendo o sistema operacional, podemos pressumir (e toda pressunção pode estar errada!!!) qual o firewall que protege aquela maquina (considerando que não haga uma maquina firewall dedicada protegendo nosso alvo). De posse destas informações temos tudo que é preciso para pesquisar as regras do firewall, esta pesquisa ( que pode levar dias, para não alertar o IDS do servidor) nós permitirá construir pacotes de dados que conseguiram entrar na maquina alvo.
Ok com isso não invadimos a maquina do FBI? Não, simplesmente não. Pois os sistemas (em especial nos servidores) requerem validação do usuário (login e senha) sem a qual o sistema alvo vai ignorar todo e qualquer comando que a gente envie (mesmo que ele chegue até lá) então temos outra pergunta para responder: qual o sistema de validação da maquina alvo? Já imaginou que uma equipe como o FBI poderia não usar o sistema de validação padrão? Você passou dias estudando e pesquisando para entender o dominar o algoritmo de encriptação de senha do Gentoo e na hora de se validar descobre que o gerente de TI criou seu proprio algoritmo...
Então cara palida, você consegue invadir um sistema que não conheça, em questão de segundos? Pois é, os hackers também não...

Há também o fato de que muitos acreditam que ser hacker é crime. Isso é uma no mínimo infantilidade. Pense um pouco, um hacker é alguém com um conjunto de conhecimentos amplos, capaz de usa-los para criar uma gama consideravel de soluções com uma facilidade que muitos consideram quase intuição, e ter conhecimento não é crime. Aliás essa é uma das máximas mais difundidas do hackerismo: Conhecimento não é crime.
Saber como se quebra o fluxo de um programa, como se pesquisa as regras de um firewall, como interpretar as FLAGs TCP, como provocar um buffer overflow NÃO É CRIME, faze-lo, na maioria das vezes, é crime, mas saber como fazer, não é. Pense assim, é crime violar uma fechadura de porta para invadir uma casa? Sim é. Então vamos prender todos os chaveiros do Brasil, pois eles sabem como fazer isso...

Acho que agora sua proxima pergunta será, mas para que saber e não usar. Bem eu não disse que um hacker não usa seus conhecimentos. Existem inumeras aplicação em que saber como um ataque acontece pode ser util. O mais óbvio de todos, é saber se defender dele. Afinal você sabe como se defender de um ataque de um invassor? Não? Pois é os Hackers sabem...

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